Apple e Samsung se unem para matar o chip de celular

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O SIM card está morrendo, e sua falta provavelmente não será sentida. Depois de anos diminuindo progressivamente de tamanho, Apple e Samsung, as duas maiores fabricantes de smartphones no mundo, estão discutindo com a indústria de telecomunicações o fim do tradicional chip, que dará lugar a uma solução virtual.

Segundo o Financial Times, as empresas conversam com a GSMA, associação que controla o sistema telefônico GSM, usado pela maioria das operadoras de telefonia no mundo. O objetivo é a criação do E-SIM, que, de forma resumida, permite que o usuário troque a operadora do celular sem precisar trocar o chip do seu aparelho.

A sigla E-SIM se refere a “embedded SIM”, cuja tradução seria “SIM incorporado”. O nome dá a entender que o usuário não teria mais acesso ao chip do celular. No entanto, isso também não seria necessário, já que você pode trocar de operadora sem precisar mexer no seu smartphone.

O primeiro passo já foi dado pela Apple há pouco tempo, com o iPad Air 2. Nos EUA, é possível optar pelo Apple SIM, uma solução própria para o cartão SIM virtual. No entanto, o impacto na indústria não foi muito grande, e as operadoras não abraçaram a ideia.

O E-SIM não deve ser um padrão imediato, e o chip tradicional deve continuar sendo dominante por algum tempo, porque ele ainda é muito usado no mundo todo. No entanto, várias grandes operadoras já estão no barco, como AT&T, Deutsche Telekom, Etisalat, Hutchison Whampoa, Orange, Telefónica, Vodafone. Se mais fabricantes e operadoras decidirem apoiar o padrão, o chip SIM como conhecemos hoje deve morrer em alguns anos.

Empresa cria chip implantável que lembra a hora de tomar remédio

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A empresa Microchips Biotech, nascida no MIT, desenvolveu um microchip capaz de administrar doses de remédios na hora certa. O chip pode conter centenas de doses de diversas medicações e pode ser implantado nos braços, abdomen ou nádegas em um procedimento simples.

O implante acabaria com a necessidade de se lembrar de tomar a medicação, já que o chip pode ser programado remotamente. De acordo com o geek.com, dificuldades decorrentes de pacientes que esquecem de tomar seus medicamentos nos horários recomendados pelos médicos gera anualmente algo entre US$ 100 milhões e US$ 289 milhões de custos adicionais com saúde.

Testes já realizados mostraram que a eficácia dos remédios administrados pelo microchip era muito semelhante à dos remédios injetados. Dentre as doenças que poderiam ser tratadas com esse procedimento estão osteoporose, esclerose múltipla e diabetes. O implante também poderia ser usado como substituto às tradicionais pílulas anticoncepcionais.

A empresa recentemente travou uma parceria com a Teva Pharmaceutical para desenvolver um modelo de comercialização dos chips. Como parte da parceria, a Teva Pharmaceuticals pagou US$ 35 milhões para ter acesso à tecnologia.

O chip contém centenas de pequenos poros cobertos por uma fina membrana de metal, que pode ser aberta por meio de um pequeno impulso elétrico emitido pelo dispositivo. O design final do chip, no entanto, ainda precisará ser aprovado pelos órgãos regulatórios competentes dos EUA antes de poder ser comercializado.