Internet lenta? Aprenda a descobrir os vilões do consumo de dados

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Numa época em que os sites oferecem cada vez mais funcionalidades e serviços, a internet parece nunca ser rápida o suficiente. Jogar games online, assistir a filmes e séries na Netflix e usar redes sociais são atividades que dependem da velocidade da nossa conexão. E, muitas vezes, essa velocidade deixa a desejar.

Em alguns casos, a lentidão pode ser um problema do provedor de acesso. Em outros, no entanto, pode se tratar de algum aplicativo ou processo que, sem que você se dê conta, esteja utilizando a rede de sua casa, deixando-a mais lenta.

Esses programas não são, necessariamente, maldosos: pode acontecer de aquela nova extensão que você instalou exigir uma quantidade absurda de dados, por alguma falha de programação. Felizmente, existem softwares que podem te ajudar a encontrar e desligar programas com problemas semelhantes.

Conheça abaixo duas maneiras de identificar e deletar programas que estejam consumindo excessivamente os dados de sua conexão doméstica:

Usando o gerenciador de tarefas do navegador

Assim como o Windows, alguns navegadores possuem gerenciadores de tarefas. Esses programas funcionam da mesma forma que o Gerenciador de Tarefas do Windows: mostram todos os aplicativos e processos que estão rodando, e quanto eles estão consumindo de RAM e de capacidade de processamento.

No entanto, enquanto o gerenciador de tarefas do Windows mostra tudo que está acontecendo no sistema operacional, alguns navegadores, como o Chrome, o Opera e o Firefox, tem gerenciadores que mostram tudo que está acontecendo neles. O interessante deles, porém, é que eles mostram o quanto cada aba e cada processo do seu navegador está consumindo de dados também.

No Chrome, para acessar o gerenciador de tarefas, basta apertar Shift+Esc. Caso isso não funcione, procure no canto superior direito do navegador o ícone com três listras horizontais, clique nele, vá até “Mais ferramentas” e, então, clique em “Gerenciador de tarefas”. O processo é semelhante em outros navegadores.

Fazer isso abrirá uma janela com uma tabela. A tabela mostra o nome dos aplicativos e processos abertos no navegador, o quanto eles estão utilizando de RAM, quanto cada um deles exige do processador e, em seguida, quantos dados eles estão consumindo de sua rede.

Essa última informação é a mais relevante nesse momento, pois permite identificar quais extensões ou abas do seu navegador estão consumindo mais dados. Para testar, experimente abrir um vídeo do Youtube, e fique de olho no gerenciador de tarefas: você verá que, conforme seu computador carrega mais do vídeo, o gerenciador de tarefas mostra o consumo de dados.

A principal vantagem de visualizar o consumo de dados dessa maneira é que ela permite que você veja exatamente o que cada aba ou extensão está exigindo da sua conexão. Assim, caso você perceba que algum aplicativo esteja consumindo uma montanha de dados, desligue-o o desinstale-o. Ele pode ser o responsável pela sua conexão estar tão lenta.

 

Usando o GlassWire

Por mais úteis que sejam os gerenciadores de tarefa dos navegadores, eles têm um problema: eles só mostram o consumo de dados em um determinado momento. Assim, se uma extensão do Chrome tiver feito um download de 3GB durante a madrugada, você não perceberá isso quando abrir o gerenciador de tarefas do Chrome mais tarde.

Existem alguns programas, porém, que monitoram o uso de dados do seu computador ao longo do tempo, justamente para revelar problemas como esse. Um deles é o GlassWire, que pode ser baixado aqui.

O GlassWire funciona de maneira semelhante ao gerenciador de tarefas do seu navegador, mas ele monitora apenas o uso de rede. Como ele é especializado nisso, porém, ele oferece muito mais possibilidades para visualizar quais aplicativos estão consumindo mais dados.

É possível visualizar o consumo de dados dos diferentes programas do seu computador na forma de um gráfico, que mostra como esse consumo evoluiu ao longo do tempo, e também informa qual volume de dados foi consumido, ao todo, em determinado período de tempo.

Essas informações podem ajudar a identificar quais são os principais “vilões” da sua conexão. Uma vez identificados, o GlassWire também permite que você bloqueie o acesso à sua rede por determinados programas e aplicativos, o que pode ser uma boa forma de consertar o “vazamento de dados”.

Os 10 sites mais inúteis da internet

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Johnny Webber é um sujeito conhecido na internet por causa de suas listas. No tumblr“Johnny Lists” ele enumera de tudo um pouco, com base no que encontra passeando pela rede.

Em uma de suas mais recentes listas, Webber resolveu olhar para os sites que, ao contrário da maioria do conteúdo que ele divulga, não levam a nada. Foi a partir daí que o site “mais exclusivo do mundo”, por exemplo, ganhou notoriedade.

Confira abaixo a compilação feita por ele:

1) mostexclusivewebsite.com – o site mais exclusivo

2) wikipe etia.org – versão da Wikipédia em inglês errado.

3) theworldsworstwebsiteever.com – o pior site do mundo.

4) purple.com – uma página roxa.

5) watching-grass-grow.com – acompanhe o crescimento da grama em tempo real.

6) pleaselike.com – apenas um botão de “like” do Facebook.

7) thebestdinosaur.com – estegossauro, que, de acordo com o criador da página, foi o melhor dinossauro de todos os tempos.

8) iamawesome.com – “eu sou incrível”.

9) papertoilet.com – um rolo de papel higiênico para brincar.

10) tencents.info – US$ 0,10.

5G precisa chegar ao mercado até 2020, diz ONU

Smart phone with 5G network standard communication
Smart phone with 5G network standard communication

Na semana passada, a União Internacional de Telecomunicações, um braço da ONU, definiu que a quinta geração da internet móvel precisa ter um padrão comercializável até 2020.

O 5G terá capacidade de transmitir dados a 20 Gbps, o que é suficiente para baixar um filme em alta definição em apenas 10 segundos.

A tecnologia também permite transferência de 100 Mbps para 1 milhão de dispositivos conectados à Internet das Coisas num espaço de 1 km².

Segundo informa o Korea Times, o 5G receberá o nome de IMT-2020. O 3G foi nomeado pela UIT como IMT-2000 e o 4G, IMT-Advanced.

Internet mundial está ficando mais pesada e lenta

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Aqui no Brasil estamos acostumados a reclamar da velocidade da internet, mas é uma tendência global: a navegação está ficando mais lenta. Não, os megabits por segundo não estão diminuindo; a web é que está inchando, fazendo com que os sites fiquem mais pesados e, consequentemente, sejam carregados com maior lentidão.

Segundo os dados da HTTP Archive, a média de espaço ocupado por um site é, atualmente, 2,1 megabytes, o dobro do que era registrado há três anos. Como consequência, a navegação tende a ficar mais lenta se a velocidade de conexão não cresce no mesmo ritmo.

O motivo por trás desse inchaço dos sites é o investimento em imagens cada vez maiores e mais pesadas, além dos vídeos e todos os recursos que já são parte da navegação cotidiana, como os plug-ins de interatividade. As imagens e vídeos ocupam 75% do espaço de um site. Portanto, o site mais eficiente e rápido é normalmente menos visualmente atrativo.

A web responsiva também é uma culpada desse fenômeno. Alguns sites chegam a ter 50 tamanhos diferentes de imagens que podem ser requisitadas para se encaixar melhor na tela de um celular, tablet, ou desktop. Também é necessária programação extra para que tudo funcione como o esperado, o que dá uma mãozinha para que os sites fiquem mais pesados.

Há ainda o fato de que os sites estão começando a abraçar uma criptografia mais forte para se tornarem mais seguros, o que requer mais programação e poder de processamento de dados.

Curiosamente, há um outro fator pouco lembrado que é o que mais cresceu nos últimos tempos: fontes customizadas. Alguns desenvolvedores criam suas próprias fontes para se diferenciar do restante da internet. A transferência de fontes, que era apenas 1% do peso de uma página, agora usa 5%.

Operadora nos EUA é multada em US$ 100 Milhões por cortar velocidade de internet

Cropped view of man using mobile phone
Cropped view of man using mobile phone

Em um exemplo que poderia ser seguido no Brasil, o governo dos Estados Unidos decidiu multar a operadora de telefonia celular AT&T por reduzir a velocidade da internet móvel de seus clientes em um plano vendido como “ilimitado”. O valor vai pesar nos cofres da companhia: US$ 100 milhões.

O comunicado divulgado pelo FCC, órgão regulador das comunicações no país, acusa a operadora de vender pacotes divulgados como ilimitados, mas podar o acesso depois de o consumidor passar dos 5 gigabytes consumidos ao mês. O corte de velocidade foi considerado “significativo”, segundo a entidade.

Presidente do FCC, Tom Wheeler afirma que provedores de serviços de banda larga precisam ser transparentes sobre seus serviços, e que a organização não aceitará campanhas publicitárias com informação suficiente. A agência diz que recebia reclamações sobre o assunto desde 2011.

Por sua vez, a AT&T promete recorrer contra a decisão, alegando ser “um modo legítimo e razoável de tramitar os recursos da rede para o benefício dos clientes”.

Airbus vai construir 900 satélites para fornecer internet do espaço

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A Airbus construirá 900 satélites para a OneWeb, que pretende usá-los para oferecer, do espaço, internet de alta velocidade a bilhões de habitantes da Terra.

Cerca de 700 satélites serão lançados à órbita do planeta, segundo explicou a Reuters. O restante ficará em solo para eventuais substituições.

Cada aparelho pesa menos de 150 quilos e o projeto, que tem previsão de ser lançado em 2018, custará algo entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. Parte dele será financiado pelo Virgin Group e parte pela Qualcomm.

Cabo de internet que liga Brasil e Portugal terá aporte de R$ 92 milhões

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O projeto de construção de um cabo submarino de fibra óptica para ligar Brasil e Portugal vai receber um financiamento de € 26,5 milhões (cerca de R$ 92 milhões) da União Europeia. O anúncio foi feito na última semana, durante a cúpula entre lideres da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e da União Europeia.

O cabo funciona como um túnel por onde trafegam os dados. A expectativa é de que a estrutura aumente a oferta de internet e barateie o custo para o consumidor, além de melhorar a velocidade da conexão. A estrutura também irá conectar diretamente os dois continentes. Atualmente, a comunicação entre a América do Sul e a Europa precisa passar pelos Estados Unidos.

No ano passado, a Telebras disse a expectativa era que o cabo estivesse operando no segundo semestre de 2016, com capacidade de 3 Tbps. Mas houve um atraso na execução e na constituição da empresa, que ainda não está formada. O investimento total é de US$ 185 milhões (R$ 645 milhões).

A empresa responsável pela execução do projeto, criada em parceria da Telebras com a espanhola IslaLink, terá participação de 35% da brasileira e 65% da IslaLink. Mais tarde, a empresa da Espanha deverá transferir 30% das ações para um fundo de investimentos ainda não definido, ficando com 45% da participação.

Google promete acelerar navegação móvel no Brasil

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O Google anunciou hoje que fará uma mudança na forma como os sites móveis se comunicam com seu buscador para acelerar o acesso dos brasileiros.

De acordo com a empresa, dentro de duas semanas será lançada uma ferramenta por aqui que é capaz de melhorar as coisas para quem usa internet por um celular Android e tem internet lenta.

Ao acessar algum site através do buscador, o internauta perceberá que as páginas carregarão mais rapidamente e com menos consumo de dados.

“Ainda é cedo, mas nosso teste na Indonésia nos mostrou que essas novas páginas, mais leves, carregam quatro vezes mais rápido e usam 80% menos dados do que antes. O tráfego nessas páginas aumentou mais de 50%”, conta o Google, que ressalta: “Se o usuário preferir a página original, é claro, bastará que ele opte, no topo do navegador.”

20 anos da internet no Brasil: as coisas que deixaram saudades

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Para constar: o que está listado não necessariamente seria melhor do que o que existe hoje em dia, mas são sites, serviços e recursos que foram satisfatórios e agradáveis em sua época, mas que o tempo tratou de enterrar. Confira a lista:

Orkut
A rede social oficialmente descontinuada no ano passado foi a porta de entrada da internet para uma parcela enorme da população brasileira. Ele foi perdendo sua popularidade ao longo dos anos, mas nunca deixou de ocupar um espacinho no coração do internauta brasileiro, com seu limite para 12 fotos, o BuddyPoke, as comunidades (o maior destaque!), o “li, respondi e apaguei” e o “só adiciono com scrap” e tantas outras coisas que formaram a cultura internética do brasileiro.

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mIRC, ICQ e MSN
Os programas de bate-papo do passado também deixam saudades. Quem é “macaco-velho” da internet deve ter conhecido o mIRC e passado por todo o processo de fim e reinício. O mIRC e seus scripts com bate-papo apenas com texto, sendo lentamente devorado pelo ICQ e seu “oh-oh” a cada nova mensagem, que finalmente foi engolido pelo MSN, que depois virou Windows Live Messenger, mas será para sempre MSN no coração do povo. O Skype absorveu os usuários do MSN, e o mIRC e o ICQ ainda existem, mas nada é como já foi um dia

Megaupload (principalmente para quem perdeu arquivos)
O Megaupload tinha muitos defeitos, mas serviu ao propósito de armazenar arquivos na internet muito antes de os serviços de nuvem como Dropbox, OneDrive, Google Drive, começarem a se popularizar. Claro, ele também foi amplamente utilizado para pirataria, o que fez com que ele viesse a sair do ar, deixando órfãos aqueles que usavam a ferramenta para fins legítimos. Algum dia eles terão os arquivos de volta? Provavelmente não.

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Salas de bate-papo
Um hábito que se perdeu na internet ao longo dos anos. Entrar em um ambiente repleto de desconhecidos (sala de bate-papo do UOL!) com o intuito de conversar em tempo real sobre assunto nenhum (ou sobre um tema específico, no caso das salas temáticas). Atualmente, as redes sociais servem para manter as pessoas fechadas em seus círculos sociais. São raríssimos os casos de pessoas que se jogam em um ambiente virtual com desconhecidos. E, do jeito que a internet está atualmente, provavelmente não seria uma boa ideia fazê-lo, mesmo.

Sites clássicos
Quem nunca perdeu horas com os jogos e quizzes do Fulano? Ou então passou alguma noite em claro depois de ler ou ver alguma coisa meio estranha no Assustador? Teve que dar um jeito de driblar a restrição de 10 comentários do Fotolog? Perdeu mais tempo do que devia vendo as piadas (de qualidade duvidosa) do HumorTadela ou vendo animações no Charges.com.br (quando o Flash ainda fazia sentido). Muitos sites que foram populares no passado ainda existem, mas a maioria simplesmente deixou de ser relevante.

Programas de compartilhamento
Muito antes do Torrent, quem queria baixar alguma coisa online recorria ao Napster. Não demorou muito tempo para perceberem que ele poderia ser usado para distribuir músicas pirateadas pela internet, e a indústria fonográfica caçou o Napster até ele sair do ar. Foi aí que começou a “hidra”: Kazaa, eMule, SoulSeek, Ares e tantos outros serviços se revezaram como os favoritos do público na hora de baixar ou distribuir arquivos pela internet, até a popularização dos torrents, que acabaram tomando a liderança ocupada até hoje.

GeoCities, HPG, Kit.net…
Os blogs foram o início definitivo da democratização da web, porque antes disso era difícil ter seu espacinho virtual. Alguns serviços pioneiros, no entanto, ajudaram o povo a colocar suas humildes páginas na internet, como o GeoCities, estrangeiro, e o HPG (sigla para “Home Page Grátis”) que forneciam estes espaços gratuitamente. Tudo era muito limitado e exigia algum conhecimento técnico para fazer funcionar, mas era extremamente recompensador ver sua página (criada no FrontPage!) online.

Jogos multiplayer do passado
Quem nunca aproveitou a conexão à rede para tirar uma partida de Duke Nukem 3D pela internet, ou disputar sessões de Quake no servidor do UOL ou do Terra? Mais para frente surgiu o Counter Strike, que foi uma febre nas LAN Houses, mas também divertiu muitos jogadores de Half-Life. Também não há como esquecer os MMORPGs, como o Tibia, que ficou extremamente ultrapassado graficamente para os dias modernos, mas foi a porta de entrada de muitas pessoas para os jogos online. Há outros exemplos como Ragnarok, Priston Tale…

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Privacidade
Essa faz falta. Houve uma época em que foi possível navegar na internet sem sentir que todos estavam te vigiando. Atualmente, parece que todos sabem mais sobre sua vida do que você mesmo, passando por empresas de internet, governos e até mesmo as pessoas com quem você se relaciona virtualmente. Também houve um tempo em que as pessoas se expunham menos e não tinham necessidade de opinar sobre tudo, causando menos discussões imaturas na internet.

20 anos de internet brasileira: 10 coisas que não deixam saudade

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Já são 20 anos de internet comercial no Brasil, completados neste mês de maio. De lá para cá, muita coisa mudou; algumas destas mudanças deixaram saudades, mas uma boa parte não fizeram falta a ninguém.

Abaixo estão as coisas que foram tarde e não deixam saudades:

– Fragilidade da internet discada
Você reclama da internet brasileira hoje? Você tem razão em fazer isso, mas as coisas já foram muito piores. Além do barulhinho para conectar (que é nostálgico, admitimos), as conexões via internet discada eram extremamente delicadas e poderiam cair a qualquer momento.

– Telefone ocupado
Tudo o que foi dito no item acima se soma ao fato de que a internet discada ocupava o telefone, e tirá-lo do gancho era uma ameaça à integridade da internet.

– Esperar até meia-noite
O advento da internet no Brasil criou uma geração de corujões, acostumados a passar madrugadas acordados online. Isso porque muitos ficavam esperando a meia-noite para finalmente conectar-se pagando apenas um pulso telefônico, em vez de pagar por uma ligação longa e contínua normal. No sábado havia um refresco, com a regra do pulso único valendo a partir das 14h, e no domingo o dia era liberado, para alívio geral da nação.

– CDs de internet
Lembra quando você recebia CDs da AOL e UOL para conseguir entrar na internet? Havia gente que acumulava pilhas enormes com aqueles disquinhos, com o objetivo de se manter sempre online de forma gratuita para sempre, mas não tinha jeito.

– Internet contratada por tempo
Os CDs forneciam acesso limitado por tempo. Ou seja: você contratava, por exemplo, 300 minutos de internet, o que parece impensável e impraticável nos PCs modernos (embora aconteça algo parecido nos planos de internet móvel atualmente, com as franquias limitadíssimas em megabytes).

– Infinitos discadores instalados
Houve um momento na internet em que a febre foram os discadores gratuitos, que prometiam acesso grátis e o usuário só pagava o pulso telefônico. Foi aí que apareceram iG, NetGratuita, iTelefônica, iBest e tantos outros serviços similares. Claro que o usuário comum tinha todos eles instalados, ocupando espaço no HD e no desktop, fazendo o rodízio para o caso de a conexão com um deles falhar. E elas falhavam bastante.

– Buscadores pré-Google
Antes do boom do Google como buscador, várias empresas tentaram a sorte neste mercado, mas falharam por um motivo: o método arcaico de “catalogar” a internet. Antigamente, você precisava cadastrar seu site em serviços como o finado “Cadê?” para que alguém pudesse acha-lo em uma possível busca sobre um assunto relacionado. Não é preciso dizer que este método era bem pouco preciso, e a tecnologia do Google, com seu robô que vasculha as páginas da web automaticamente mudou a forma de pesquisar as coisas na internet.

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– E-mail com espaço limitado
Lembra quando você precisava limpar frequentemente a sua caixa de entrada, ou não sobraria espaço para novas mensagens? Era muito comum serviços de e-mail que ofereceriam 2, 3, ou 5 megabytes de espaço para guardar a correspondência eletrônica. Já pensou se você precisasse resgatar uma mensagem importante e ela tivesse se perdido porque você foi obrigado a fazer uma limpa na sua caixa?

– Design dos sites
Nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia webdesign. Na verdade, até havia, mas era tudo muito rudimentar. Hoje, visitar sites da idade da pedra digital que ainda resistem, como o do filme Space Jam, pode ser divertido e engraçado como documentação histórica, mas viver na web inteira daquela forma era um pesadelo de usabilidade.

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– Lentidão
É claro, a velocidade de 56 kbps é o que menos deixa saudades de todo este período. Baixar uma música levava horas, vídeos eram impensáveis, streaming era algo fora da realidade e tantas facilidades da internet moderna simplesmente eram incapazes de existir nos anos 1990 e início dos anos 2000. Só o fato de haver uma imagem no meio do texto poderia deixar o site mais pesado do que boa parte das conexões aguentava.